NEW CAMMING PERSPECTIVE (NCP)

Método científico (registro no C.D.T n.1823)

O método “NEW CAMMING PERSPECTIVE” (NCP) situa posicionamento contra o atual modus operandi do submundo do ciberespaço, isto é, a indústria adulta digital. Objetiva-se minimizar o curto-circuito do simbólico propositalmente causado pelo desvio semântico e pela hiper-realidade fabricada pelo oligopólio cartelizado de sites adultos. Trata-se da investigação sobre o contrassenso de empresas, regidas por proprietários invisíveis, que condicionam as mulheres — por contrato — à violação dos seus Direitos Fundamentais, ao passo que anunciam este descalabro contra os direitos humanos como “empoderamento feminino”, “liberdade”, “diversão” e “interação”.

Sobre

O método “NEW CAMMING PERSPECTIVE” (NCP) é resultado da investigação  (online e in loco) referente ao Estudo de Caso de uma ampla Pesquisa (em desenvolvimento contínuo) dedicada ao mapeamento e à análise do modus operandi e do modus vivendi do submundo do ciberespaço, centrado no desvelar da reprogramação da subjetividade, dos afetos e da sexualidade do tecido social propositalmente fabricados pelos algoritmos e códigos invisíveis do setor adulto. 

Identifica-se o submundo pelo oligopólio cartelizado de empresas com proprietários ocultos que operam majoritariamente em regime de comunhão entre si em  sites adultos. Por esta razão, todos os contratos trabalhistas exigem da mulher a renuncia permanente dos seus Direitos Fundamentais (autorais, constitucionais e existenciais) para utilizarem as plataformas digitais. Em âmbito simbólico, a violência invisível amplia-se para a exigência da mulher renunciar à instituição imaginária da sociedade como condição para trabalhar. Não há dúvidas de que este contrato configura um retrocesso histórico impossível de ser associado à “liberdade de escolha”, mas sim, à um sintoma mórbido da decadência do Capitalismo tardio, tal qual a hipervulnerabilidade financeira e o adormecimento da consciência crítica. 

Posto isso, o recorte proposto pelo método da NCP objetiva diminuir o poder do middle-man e conter parte do encorajamento à perversão propositalmente fabricada pelas empresas de (i) pornografia, (ii) webcamming e (iii) venda de conteúdo erótico, cujo produto é o uso predatório e ideológico do imaginário, reprogramando-o para as seguintes vertentes: 

  • Masculinidade tóxica: Refere-se ao indivíduo que, reprogramado pela perversão — embutida em seu imaginário pelo submundo —, está condicionado a naturalizar a violência (física e simbólica) contra a mulher.
  • Masculinidade flácida: Aplica-se ao sujeito que, reprogramado pela inversão — embutida em seu imaginário pelo submundo —, é encorajado a cometer a violência (física e simbólica) contra si próprio.

 

A aplicação do método depende dos 4 conceitos originais desenvolvidos ao longo da última década durante a investigação sobre este Estudo de Caso (2010-2022): (i) Building Connections (2016); (ii) Social Aspect of Camming (2017); (iii) Social Traffic (2019); e (iv) Mainstream Camming (2020).

A partir da investigação de campo e com base no referencial epistemológico das teorias críticas da comunicação, do pós-moderno, da cultura virtual e do imaginário, este trabalho de Pesquisa, o método desenvolvido pela pesquisadora objetiva contribuir: 

  • para a pesquisa científica: desvelando o modus operandi do submundo do ciberespaço e fundamentando conceitos que auxiliam a decodificação das construções sociais prevalecentes nas sombras da cultura digital;
  • para a sociedade: promovendo a aproximação entre as descobertas científicas e o corpo social;
  • para as profissionais da indústria adulta digital: desfazendo o desvio semântico nada inocente fabricado pelos anúncios publicitários do submundo que confundem “empoderamento feminino” com “sobrevivência financeira”;
  • para os consumidores da indústria adulta digital: desfazendo o curto-circuito no imaginário causado pelo submundo que propositalmente confunde controle “controle do outro” com “interação com o outro”.

 

Assim, este trabalho de pesquisa justifica a sua modesta contribuição para os estudos da área, para a defesa dos direitos humanos e para a ressignificação do uso das tecnologias e das redes digitais.

Palavras-chave desta pesquisa: cultura digital; submundo; contenção de danos; reprogramação ideológica do imaginário; defesa dos direitos humanos.

A autora

 

Priscila Magossi é Doutora em Comunicação e Semiótica (PEPGCOS/PUC-SP com apoio do CNPq), pós-doutora em Comunicação e Culturas Midiáticas (PPGCOM/UNIP), com curso de extensão em Social Mídia e Inovação Digital (ESPM-SP). Magossi também é pesquisadora acadêmica da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber), membra do grupo de Pesquisa em Mídia e Estudos do Imaginário, colunista do Portal Juristas e do Instituto Observatório Ético.

Depoimento da autora: 

Chafurdar o submundo é uma jornada pantanosa, perigosa e solitária. Para sobreviver, é preciso resistir. Posicionar-se contra o porão da tortura, da regressão histórica e do sombrio da alma que é o modus operandi e o modus vivendi deste obscuro segmento de mercado é o único posicionamento possível para quem realizou uma investigação in loco e sobreviveu à todo tipo de armadilha — incluindo as jurídicas — dos proprietários blindados do escrutínio público e dos seus vassalos da opressão. Sobre este tipo de indivíduo, a afirmação é categórica: não são medidos esforços para silenciar as vozes e destruir a integridade daqueles que não foram engolidos pelo processo corrosivo de dessubjetivação imposto por este faroeste digital”. 

— Priscila Magossi

 

Fotografia de Priscila Magossi vestindo blazer preto, camisa branca e calça em risca de giz, ela segura o braço esquerdo com a mão direita

HISTÓRIA DA Investigação
(etnográfica, in loco e teórica)

Com base no referencial epistemológico das teorias críticas da comunicação, da cibercultura e do imaginário, o estudo  promoveu a análise fundamentada de conceitos por meio do mapeamento levantado pela investigação (etnográfica, in loco e teórica) e da consequente gestão de dados. Destarte, a presente Pesquisa resultou nas seguintes contribuições para a comunidade científica do país, tendo como ponto de intersecção inextricável a defesa dos direitos humanos e o submundo do ciberespaço:

conceitos

INVESTIGAÇÃO

ACOMPANHE A
PESQUISA CIENTÍFICA

consultoria

O papel do cientista social é o de interpretar (revelar) o fenômeno comunicacional, e não o de meramente descrever (contemplar) a maneira pela qual o sistema opera.

A pesquisa científica, por sua vez, não se curva ao império da liquidação dos sentidos imposto pelo mercado por meio de desvios semânticos e do curto-circuito do simbólico.

O submundo irradia confusões. Esconde-se atrás dos valores humanitários mais nobres enquanto alimenta-se da miséria existencial. Tomar consciência do processo é imprescindível para não nos tornarmos meros flagelos humanos domesticáveis

Posto isso, a consultoria do método NEW CAMMING PERSPECTIVE (NCP) oferece uma abordagem única focada no desenvolvimento do pensamento crítico e do capital cultural ao invés de encorajar a natruzação da violência contra a mulher em relações perversas, assimétricas e verticais.

Nenhuma "ordem" opressora suportaria que os oprimidos todos passassem a questionar:
"Por quê"?

JURÍDICO

Priscila Magossi é assessorada juridicamente e representada legalmente por suas advogadas Drª Izadora Barbieri (OAB/SP n°371.254) e Drª Brenda Melo (OAB/MG nº189.092).

Toda a sua produção intelectual está licenciada, registrada em cartório e protegida pela lei dos direitos autorais (Lei 9.610/98). Qualquer plágio sobre o seu trabalho de pesquisa, por parte de qualquer pessoa física e/ou jurídica, estará sujeito às penalidades da lei.

Os conceitos propostos por Priscila Magossi são originais e apenas devem ser usados com menção à autora e/ou mediante pagamento de royalties.

Drª Brenda Melo

Advogada inscrita nos quadros da OAB/MG sob o nº189.092, graduada pelo Centro Universitário de Belo Horizonte.

Drª Izadora Barbieri

Advogada inscrita nos quadros da OAB/SP sob o n°371.254, graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

Melo e Barbieri Sociedade de Advogadas atua de forma especializada em Direito Penal e Processo Penal, com ênfase em Propriedade Intelectual, Proteção de Dados, Crimes Cibernéticos, Direito Digital, Tecnologia e Inovação.

entre em Contato

Entre em contato com a pesquisadora somente no caso de interesse em consultorias, parcerias e demais propostas que objetivem a colaboração em prol da defesa dos direitos humanos e a contribuição para a área de Pesquisas em Comunicação, Cibercultura e Imaginário.